Namorar as paisagens mais que belas,
Ouvir da natureza seu gemido;
O lavrador suado, em alarido,
Arriscando as toadas mais singelas.
Absorver todo o eflúvio das estrelas
Sobre as rosas ou no ar amanhecido,
Admirar mesmo o vento desabrido
A bater incessante nas janelas.
Abraçar os alísios à tardinha,
Quando o sol se debruça e dá à vinha
E ao horizonte calmo a cor mel,
Depois no ateliê em alto adro
Misturar tudo, sorrir; eis o quadro
Pintado com palavras no papel.
Rogério Freitas
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sábado, 5 de junho de 2010
Inscrição na pedra bruta
A chuva se armou
com trincheiras, foices e machados:
a todo vapor reuniu
um batalhão de soldados nas nuvens
que desceram pingo a pingo
alastraram-se em correnteza terra adentro
arrastaram casas e faces.
e depois de um árduo trabalho
escreveram na pedra bruta do morro velho:
erosão.
Edilberto Vilanova
com trincheiras, foices e machados:
a todo vapor reuniu
um batalhão de soldados nas nuvens
que desceram pingo a pingo
alastraram-se em correnteza terra adentro
arrastaram casas e faces.
e depois de um árduo trabalho
escreveram na pedra bruta do morro velho:
erosão.
Edilberto Vilanova
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