o mar é maravilha
maré cheia de acalanto
é água benta de quebrar quebranto
canto bom que entoa a voz do vento
quando transborda e nos encharca
de brisa e maresia
e outras alegrias
carentes do cais
que lhes somos nós
o mar é esconderijo turvo
de benções e perigos
pois ai de nós
se o mar nos traga,
mas se o mar nos trás
ruminadas coisas de sal
que sejam o nosso sustento
ou alguma brisa que nos beije
que nos seja alento
num ocaso qualquer
o mar será maravilha
maré cheia de tudo que brilha
longe dos olhos de quem vive
aquém da barra da saia do mar
Vivaldo Simão
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Mar Tristonho
Ao longo da praia ando muita vez
E em fúria vejo o mar se debatendo,
Parece assim como eu estar sofrendo
A saudade de um bem que se desfez
Saudade triste ou solidão talvez!
As ondas balbuciam, não entendo...
E vêm aos meus pés quase me prendendo
Mas sem alento morrem outra vez
E quando a noite cai, bela, serenas
As estrelas com todo amparo seu
Vêm livra-lo de suas tristes penas
Dessa mágoa se vai o triste véu.
Calmo e risonho o mar se torna apenas
Um grande espelho refletindo o céu.
Rogério Freitas
E em fúria vejo o mar se debatendo,
Parece assim como eu estar sofrendo
A saudade de um bem que se desfez
Saudade triste ou solidão talvez!
As ondas balbuciam, não entendo...
E vêm aos meus pés quase me prendendo
Mas sem alento morrem outra vez
E quando a noite cai, bela, serenas
As estrelas com todo amparo seu
Vêm livra-lo de suas tristes penas
Dessa mágoa se vai o triste véu.
Calmo e risonho o mar se torna apenas
Um grande espelho refletindo o céu.
Rogério Freitas
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